Pegamos um perfil que gritava "o melhor hambúrguer da cidade" em Comic Sans, mandava pedir pelo aplicativo e nunca dizia o horário, e trocamos por cardápio, preço na cara e fogo.
A Fornalha é uma hamburgueria fictícia, criada pra mostrar o trabalho. Não tem número de resultado aqui, nem depoimento, nem print de métrica, porque a casa não existe. O que tem é o trabalho, feito do mesmo jeito que seria pra um cliente pagante.
Comida boa e perfil ruim é a combinação mais comum do ramo. Quem faz o lanche não tem hora pra fotografar o lanche.
Nada de símbolo ao lado do nome. O nome corre no anel e a chama ocupa o miolo, na família de marca de açougue, padaria e cervejaria. É desenhada pra ser carimbada no papel do embrulho, bordada no avental e acesa em neon na parede.
A chama é assimétrica de propósito: a primeira versão era uma gota, e gota é água, o oposto de fornalha. Slab serif no nome porque hamburgueria artesanal fala em peso, e o mostarda só aparece no fogo e no preço.
A terceira gramática das três. Nem arco, nem grade dura com número: aqui é ticket, borda tracejada, linha pontilhada até o preço e foto pregada torta no mural da cozinha. Prato não se parece com cardápio, cardápio não se parece com combo.






Dois pratos se parecem entre si: a mesma tira de cardápio em zigue-zague, o mesmo pontilhado até o preço. O seguidor bate o olho e sabe que aquilo é coisa pra pedir.
Enquete dentro de um ticket, cardápio do dia com o link pra pedir, e a foto torta do bastidor com caixa de perguntas. Cada adesivo cai na faixa onde ele funciona, e nada fica embaixo da interface do Instagram.
Mesmos seguidores, porque isso é simulação e a gente não inventa número. O que mudou é o que o perfil diz sobre a casa em três segundos: o que tem, quanto custa, quando abre e como pedir sem passar pelo aplicativo.


Dez minutos de conversa e você sai sabendo o que faz sentido pro seu caso, com valor fechado.
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